sábado, março 12, 2011

/// JOVEM EQUIPA PORTUGUESA PREMIADA
O ateliê portuense dep A [Departamento de Arquitectura] foi o grande vencedor do concurso internacional de ideias para o Museu de Arte Contemporânea Santiago Ydanez, Puente de Génave, Espanha. O colectivo português, composto por jovens arquitectos, - Carlos Azevedo, Carlos M Guimarães, Luís Sobral, João Castanheira, João Crisóstomo, Sofia Coutinho e Susana Martins - destacou-se das 217 candidaturas existentes.
O artista espanhol Santiago Ydanez nasceu em Jaén, Espanha em 1969. Obteve a licenciatura em Belas Artes pela Universidade de Granada.
“Gosto de trabalhar em grandes formatos, dando rédea solta aos gestos numa espécie de dança. É uma experiência de enorme tensão e concentração na qual às vezes te evades totalmente.” (Santiago Ydáñez).
Desenhar um museu é sempre um desafio. Perceber e interpretar a obra do artista é fundamental. As áreas expositivas têm que, dramaticamente, evocar e reconstruir a obra de arte. É aí que reside a neutralidade do espaço/ambiente. É nesse contra-senso que se redescobre e se transcende. E depois o aspecto elementar da luz, tanto a artificial como a natural, que permita ver e que não se veja.
O concurso propunha aos seus participantes, inicialmente, uma abordagem ao programa de um museu de arte contemporânea para dois locais distintos, potenciando a criatividade e diversidade das propostas. No primeiro lote de terreno aceitavam-se projectos para uma obra de raiz e no segundo local propunha-se a reabilitação de uma antiga fábrica e sua relação com um edifício novo que se localizaria nas traseiras destes volumes pré-existentes. A equipa portuguesa premiada optou por intervir no local das fábricas, formalizando a proposta em torno de uma memória ligada a um ambiente fabril. Nesse sentido mais poético, o novo edifício integra as pré-existências dos dois volumes, relacionando-se com eles em altura. Conseguiu-se, assim, uma identidade integradora de um todo, capaz de dar uma resposta programática eficaz. A importância da relação/transição entre novo/antigo foi preponderante para as novas funções dos dois blocos de cariz fabril.
Segundo os autores: “O primeiro gesto considera a extrusão da volumetria existente, reforçando o seu valor espacial. Aproveitando os limites espaciais da área de intervenção conservou-se estrategicamente a actual cércea edificada e clarificou-se a função do espaço entre-casas como plataforma de acesso ao museu. Pretendeu-se criar uma imagem integradora que respeitasse a lógica urbana existente e que recuperasse a memória de um antigo lugar fabril. As altas e amplas naves e a homogénea e neutra materialidade dos espaços interiores adequam-se à expressiva e contundente obra de Santiago Ydáñez. A luz, elemento chave na criação de um espaço arquitectónico qualificado, queria-se controlada e apaziguadora. Através de uns ‘candeeiros’ de luz natural, iluminam-se as naves da exposição permanente de forma pontual, sem interromper a leitura contínua do interior do volume construído.O piso térreo concentra todas as funções públicas do Museu: os espaços de exposição permanente e exposição temporária, área de video e projecção, cafetaria e loja, que estão em directa comunicação com a área central de recepção e informação (foyer). Também a partir de aqui se acede ao piso superior - de carácter administrativo - e ao piso inferior, mais reservado, organizado em torno do pátio central e onde encontramos os espaços complementares públicos, depósitos e instalações gerais. A opção por um volume compacto em betão à vista permite uma austera integração na paisagem envolvente e garante uma construção rápida e eficaz. As duas casas serão objecto de uma cuidada recuperação e conservação de forma a garantir uma leitura global da sua qualidade construtiva e espacial”.


O colectivo depA [departamento Arquitectura] foi formado em 2009, no Porto. Explorando a complementaridade dos seus elementos, o depA é um espaço de discussão e criação arquitectónica, tanto na sua forma de projecto como nas suas variáveis interdisciplinares.

Carlos Azevedo, 1985

Estudou no dArq-FCTUC e na TUDelft.

Colabora desde 2008 no atelier José Gigante, Arquitecto.

Carlos M Guimarães, 1982

Estudou no dArq-FCTUC e no Politecnico di Milano.

Trabalhou em Bilbao, Caracas, São Paulo, Lisboa. Colabora actualmente na empresa

Iperforma, SA no Porto.

Escreve regularmente em revistas da especialidade, nacionais e estrangeiras.

Luís Sobral, 1985

Estudou no dArq-FCTUC e na EPFL (Lausanne).

Colabora desde 2008 no atelier Pedra Líquida de Alexandra Grande e Nuno Grande.

João Castanheira, 1985

Estudou no dArq-FCTUC e na TUDelft.

Colabora desde 2008 no atelier José Gigante, Arquitecto.

João Crisóstomo, 1985

Estudou no dArq-FCTUC e na TUDelft.

Colabora desde 2008 no atelier Pedra Líquida de Alexandra Grande e Nuno Grande.
Director da Revista NU em 2007/2008.

Sofia Coutinho, 1985

Estudou no dArq-FCTUC e na PUC (Rio de Janeiro).

Colaborou com a arquitecta Paula Santos (2009) e com o arquitecto Jorge Figueira

(2009/2010).
Susana Martins, 1985

Estudou no dArq-FCTUC e na TUDelft.

Colabora desde 2009 no atelier José Gigante, Arquitecto.

:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

SUBLIMEFUGA NO FACEBOOK